Uma batida
A forte batida na porta me assustou. Foi alta e potente, e o som ecoou por toda a casa, fazendo meu coração disparar imediatamente. Meu marido correu até a porta para abri-la, com uma expressão confusa no rosto.
Seu pai e seus dois irmãos estavam do lado de fora.
Raramente os víamos, especialmente sem avisar. Sua mera presença sugeria algo sério. Algo incomum.
Meu sogro entrou sem se mexer. Não cumprimentou meu marido. Não tirou o casaco. Passou pelo filho, que nem estava lá.
Então ele olhou para mim.
Sua expressão permaneceu inalterada, sua postura determinada. Ele olhou-me diretamente nos olhos, algo que raramente fazia.
“Vim aqui para pedir desculpas”, disse ele.
Um silêncio sepulcral se instalou na sala.