“Idiota”, começava a mensagem. “Não era uma câmera. Era o transmissor do nosso sistema de segurança privado. Agora você o quebrou e eles vão ficar com ele.”
“Eles”?
Essa simples palavra me arrepiou até os ossos.
Quem eram eles? E por que estavam nos atacando?
Minhas mãos tremiam enquanto eu percorria as fotos que havia tirado mais cedo no imóvel alugado. Eu queria provas, a certeza de que não tinha sonhado. Foi então que notei algo perturbador em uma das imagens: um leve ponto vermelho refletido na cortina.
Não era um detector de fumaça. Nem uma lâmpada a bateria. Mas algo que inequivocamente se assemelhava a um laser.
Foi então que eu entendi: não se tratava simplesmente de um anfitrião espionando seus hóspedes com um dispositivo de vigilância escondido. Algo muito mais sério estava acontecendo naquela suposta “casa de férias”.
O Airbnb que na verdade não era um Airbnb.
Quanto mais eu pensava nisso, mais óbvio ficava. Aquele lugar não era um aluguel de temporada de verdade. Não era uma casa acolhedora aberta a viajantes em busca de renda extra.
Era uma fachada.