Eu descobri uma câmera armazenada em nosso Airbnb – e a resposta glacial do hotel foi alterada para nunca mais ter uma visão da segurança durante a viagem.

Um sistema projetado para observar, registrar e talvez até rastrear pessoas que tivessem se hospedado lá. As “opiniões” que nos tranquilizaram eram provavelmente falsas. As fotos encenadas que nos deram uma falsa sensação de segurança não passavam de ilusões habilmente orquestradas.

Não éramos meros visitantes na casa de um estranho. Éramos peões em um jogo que ainda não compreendíamos.

Rompendo o vínculo.
Dirigimos por horas naquela noite, tentando nos afastar o máximo possível daquela casa. Ao chegarmos ao hotel na cidade seguinte, estávamos exaustos, mas um novo medo havia se apoderado de nós.

Peguei o celular pré-pago barato que eu tinha usado para reservar o Airbnb. Sem hesitar, quebrei-o em pedaços. Era a única maneira de garantir que não poderíamos ser rastreados por ele.

Na manhã seguinte, registrei uma queixa. Descrevi a câmera, a resposta do anfitrião e o estranho ponto vermelho na foto. Mas, no fundo, eu me perguntava se a queixa adiantaria alguma coisa. As autoridades a levariam a sério? Seriam capazes de desvendar algo tão bem escondido?

A lição que nenhum viajante quer aprender.
Naquela noite, deitado acordado na cama do hotel com minha esposa ao meu lado, uma dura verdade me atingiu: a segurança, algo em que tanto confiamos quando viajamos, é frágil.