Essas palavras se tornaram uma prisão.
E lá estava meu filho, parado na minha frente, olhando para Marcus como se nada tivesse acontecido.
“Eu não pedi que você se lembrasse da festa”, disse Andrew. “Eu perguntei se você se lembrava do que aconteceu depois.”
“Encontrei a sua palavra.”
” Eu sei. “
“Eu estava te procurando.”
” Eu sei. “
Sua voz falhou pela primeira vez.
“Eu também sei por que você parou.”
Senti um nó no estômago.
“O que você quer dizer?”
Marcus cruzou os braços.
“Isso é ridículo.”
Andrew ignorou.
“Você parou porque ele te convenceu de que eu não queria ser encontrado.”
“Era isso que dizia seu bilhete.”
“Não.” Andrew balançou a cabeça. “Meu bilhete dizia para não me procurarem. Não dizia que eu tinha parado de te amar.”
Marcos deu um passo à frente.
“Já chega.”
Andrew finalmente olhou para ele.
“Não. Você já teve seis anos de tempo.”
Marcus se virou para mim.
“Ele está tentando me culpar porque não consegue assumir a responsabilidade por ter fugido.”
Andrew desbloqueou o telefone.
“Você realmente quer continuar mentindo?”
Marcus não respondeu.
Andrew ergueu a tela.
“Eu guardei porque sabia que um dia precisaria dele.”
Meu coração batia descontroladamente nos meus ouvidos.
“O que é isso?”
“O motivo pelo qual eu nunca voltei para casa.”
O semblante de Marcus endureceu.
“Isso não prova nada.”
“Então deixe a mamãe ler para eles.”
Ele caminhou em minha direção. Marcus interveio para bloqueá-lo e, sem pensar, passei entre eles. Era a primeira vez em anos que eu me colocava entre meu marido e meu filho.
“Dê espaço para ele”, eu disse.