tornei-me mãe aos dezessete anos e passei dezoito anos acreditando que o rapaz que eu amava nos havia abandonado. Então, meu filho fez um teste de DNA para encontrar o pai, e uma mensagem destruiu tudo o que eu pensava saber.
Eu estava decorando um bolo que comprei no supermercado, no qual eu havia escrito “PARABÉNS, LEO!”, quando meu filho entrou na cozinha com uma cara de quem estava morrendo de vergonha.
Isso me fez largar o saco de confeitar.
Leo tinha dezoito anos. Naquele dia, ele estava parado na soleira da porta, pálido, com o maxilar cerrado, segurando o celular com tanta força que pensei que ele fosse quebrá-lo.
“Oi, querida”, eu disse. “Você parece indisposta. Diga-me que você não comeu a salada de batata que sobrou do vovô.”
“PARABÉNS, LEO!”
Ele não esboçou nem o mais leve sorriso.
“Leo?”
Ele passou a mão pelos cabelos. “Mãe, você pode se sentar? Por favor?”
Ninguém diz isso levianamente.
Limpei as mãos num pano e ainda tentei fazer uma piada. “Se você engravidou alguém… eu sou muito nova para ser avó.”
Isso me fez dar uma risadinha.
“Não é isso, mãe.”
” Tudo bem. “
Sentei-me à mesa da cozinha. Leo ficou de pé por um instante e, finalmente, sentou-se à minha frente.
“Mãe, você pode se sentar? Por favor?”
***
Alguns dias antes, eu o tinha visto receber seu diploma.
Na minha própria cerimônia de formatura, atravessei o campo de futebol com o diploma em uma mão e o pequeno Leo no colo. Minha mãe, Lucy, chorou.
Sim, a cerimônia de formatura do Leo teve algo a ver comigo.
Ele havia se tornado um jovem maravilhoso, inteligente, gentil e engraçado. Ele percebia quando eu estava cansada e lavava a louça silenciosamente antes mesmo que eu pedisse.
A cerimônia de formatura de Leo teve algo a ver comigo.
Ultimamente, porém, ele tem me feito cada vez mais perguntas sobre Andrew.
Eu sempre lhe disse a verdade, da forma como a entendia. Engravidei aos dezessete anos, enquanto Andrew e eu vivíamos nosso primeiro amor. Quando lhe contei a notícia, ele sorriu e prometeu que encontraríamos uma solução juntos.
No dia seguinte, ele desapareceu. Nunca mais voltou para a escola. Quando corri para a casa dele naquela tarde, havia uma placa de “VENDE-SE” no jardim.
Essa é a história com a qual convivi por dezoito anos.
Ele havia feito mais perguntas sobre Andrew.
***
Leo então olhou para a mesa. “Não me culpe…”
“Querida, não estou prometendo nada a você.”
Ele engoliu em seco. “Fiz um daqueles testes de DNA.”
“O que você fez?”
“Eu sei. Eu queria encontrá-lo. Ou alguém próximo a ele. Talvez um primo ou uma tia, qualquer pessoa que pudesse me dizer por que ele foi embora.”
“O que você fez?”