Não era antipatia generalizada. Era um plano!
“Você não veio ver as crianças”, eu disse. Minha voz não tremia. Isso foi o que mais me surpreendeu. “Você veio se livrar do meu cachorro de infância.”
Diane evitou olhar nos meus olhos.
Kenny juntou os papéis em uma pilha organizada e os guardou no bolso, como se fossem provas que ele já sabia que poderia precisar novamente.
Era um plano!
Então ele se virou para a porta, e eu soube que o que ele estava prestes a dizer mudaria tudo.
Sua voz permaneceu calma enquanto falava com a mãe, e, de certa forma, isso tornou tudo ainda mais pesado.
“O que você fez não foi um erro, mãe. Foi uma escolha. E a confiança quebrada por uma escolha não pode ser reparada com desculpas.”
Diane abriu a boca e depois fechou-a novamente.
Ela tentou se apegar ao seu antigo roteiro.
Eu sabia que o que ele estava prestes a dizer mudaria tudo.
“Você realmente vai preferir um cachorro à sua própria mãe?”
Dei um passo à frente antes que Kenny tivesse tempo de responder. Minhas mãos já nem tremiam mais.
“Nunca se tratou do cachorro, Diane. É a história de uma mulher que deliberadamente levou um cachorro de 16 anos, quase surdo, para uma rua movimentada e esperava que todos fizessem um espetáculo.”
“Andrea, eu só queria…”
“Não”, eu disse. “Você não tem o direito de reescrever a história. Não desta vez.”
“Nunca teve nada a ver com o cachorro.”