Seus lábios se contraíram.
“Ele me disse que você ficou muito feliz em receber a todos.”
“Donald também acha que jogar a toalha molhada no chão é como escolher onde ela vai ficar.”
Continuei trabalhando.
Ela quase sorriu.
Então me remexi na cadeira e uma dor aguda percorreu minha perna.
Diane percebeu.
“É sério?”
” Como vai você. “
“Não, isso não vai funcionar.”
Larguei a faca.
“É sério?”
“O médico me disse para não me esforçar demais.”
“Será que Donald ouviu isso?”
“Ele estava sentado ao meu lado.”
Diane ficou paralisada.
Passei anos apresentando a verdade a ele de uma maneira mais amena.
Naquele dia, eu não tinha mais nada a esconder dele.
“Será que Donald ouviu isso?”
“Ele disse que você teria feito tudo isso sem reclamar.”
Diane olhou para os balcões lotados.
“Eu provavelmente teria feito o mesmo.”
Eu fiquei olhando para ela.
Ela puxou uma cadeira.
“O pai de Donald queria que todas as festas parecessem fáceis”, disse ela. “Ele só ajudava quando havia gente olhando. Eu achava que ficar em silêncio me tornava forte.”
Ela puxou uma cadeira.
“Foi esse o caso?”
Ela olhou em direção à janela, de onde se podia ouvir a risada de Donald.
“Não. Isso deixou todo mundo confortável, menos eu.”
O bolo precisava ser movido.
Peguei minha muleta.
“Eu cuido disso”, disse Diane.
“Você cuidou disso?”
“Está tudo bem. Eu cuido disso.”